O Internacional não é mais líder do Campeonato Brasileiro, apesar de continuar invicto. Com um time formado basicamente por reservas, o Colorado ficou no 0 a 0 com o Vitória na noite deste domingo, no Beira-Rio, e caiu para o segundo lugar. O Rubro-Negro segue no G-4, agora na quarta posição.Com o resultado, o time gaúcho soma agora 14 pontos, mesma pontuação do líder Atlético-MG. O Galo, porém, leva vantagem no saldo de gols (nove contra cinco). O Vitória soma dez pontos.
Os titulares do Inter voltam a atuar nesta quarta-feira. O time faz a primeira partida da final da Copa do Brasil contra o Corinthians, no Pacaembu, às 21h50m. Pelo Brasileiro, o Colorado enfrenta o Flamengo no domingo, 18h30m, no Maracanã. O Vitória também terá um carioca pela frente na próxima rodada. A equipe rubro-negra recebe o Botafogo no Barradão, no sábado, às 18h30m.
Equilíbrio e poucas chances
Como era de se esperar em um confronto direto pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, o jogo começou muito equilibrado. O Inter tinha mais posse de bola, mas o Vitória não se intimidou no Beira-Rio e também buscou o ataque.
O equilíbrio, no entanto, não se transformou em chances de gol. O primeiro lance de perigo do primeiro tempo aconteceu apenas aos 32 minutos. Vanderson pegou a bola rebatida por Danny Morais e soltou a bomba, acertando a trave de Michel Bastos.
O Inter demorou mais ainda para chegar bem, e o goleiro Viáfara fez sua primeira defesa apenas aos 39 minutos, depois que Talles Cunha fez boa jogada individual e chutou cruzado da entrada da área. No último lance da etapa, o Colorado teve sua melhor chance, mas Rosinei errou o chute na pequena área, depois de receber passe de Giuliano.
Início do Vitória, fim do Inter e nada de gols
Parecia até que o jogo era em Salvador. Empurrado principalmente pelas descidas de Apodi pela direita, o Vitória voltou com tudo para o segundo tempo, dando trabalho para Michel Bastos. Aos seis minutos, o lateral cruzou, Roger ajeitou de calcanhar e Leandro Domingues soltou a bomba para grande defesa do goleiro colorado.
Vendo a situação complicada de seu time, Tite desistiu rapidamente de poupar seus principais atletas. Taison e Andrezinho substituíram Talles Cunha e Rosinei. A mudança deu certo, e foi o Colorado quem passou a pressionar.
Saiu do pé de Andrezinho o lance de maior perigo para os donos da casa na segunda etapa, ainda que sem querer. O meia cobrou falta, Bolívar não conseguiu desviar e Viáfara espalmou a bola no susto. Mas o Vitória, que ainda teve o volante Uelliton expulso aos 45 minutos, conseguiu segurar o ímpeto gaúcho e garantir o empate sem gols.
Inter empata com o Vitória e perde a liderança do Brasileiro
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Historicamente, o Vitória sempre revelou grandes goleiros. Para citar alguns: Dida, do AC Milan (Itália), pentacampeão mundial, Felipe (Corinthians), Nílson (Vitória de Guimarães – POR), Fábio Costa (Santos) e Juninho (Atlético-MG). Historicamente, também, sempre apostou em atletas estrangeiros e o último tinha sido o argentino Andrada na década de 70.
Ano passado, por causa da queda de rendimento de Ney, uma “muralha” na Série B, o clube descobriu no Atlético do Paraná o colombiano Julian Ramiro Viáfara Mesa. Ele chegou ao rubro-negro baiano em maio de 2008 com uma certa indiferença da imprensa, afinal, estava sem chances no rubro-negro paranaense.
Bastou, no entanto, a estréia contra o Sport Recife, dia 17 de maio, um sábado à tarde, na Ilha do Retiro, em Recife, para convencer a torcida e, especialmente a imprensa, que depois da “muralha”, o Vitória ganhava um “paredão”. Três impressionantes defesas em finalizações de Carlinhos Bala e Romerito – uma delas a queima roupa – realçaram a presença do colombiano no gol do rubro-negro.
Nascia ali um novo ídolo. Unanimidade entre os torcedores, destacado pela imprensa, Viáfara transformou-se em destaque do Vitória na campanha de 2008 quando a equipe ficou entre as 10 primeiras no Brasileiro da Série A e assegurou classificação para a Copa Sul-Americana este ano.
Ágil debaixo da trave, bom na reposição de bola, e perfeito na antecipação dos lances, posicionando-se como líbero, Viáfara despertou interesses de outros clubes e o Flamengo, oficialmente, acenou com uma proposta vantajosa antes mesmo do encerramento do Brasileiro.
Só que este colombiano de Cali, 31 anos completados dia 19 de maio, rendeu-se aos encantos de Salvador, o calor e carinho da torcida do Leão, e comprometeu-se: renovaria contrato caso não surgisse uma oferta de fora do país. E cumpriu a promessa, renovando por mais um ano. “Sou mais um baiano”, costuma dizer.
Trocou o frio de Curitiba pelo clima tropical de Salvador e adaptou-se perfeitamente com a esposa Paola e a filha de um ano, Lua. “No Sul (Paraná), ela (Lua) só vivia com problemas respiratórios; aqui, está esperta”, vibra.
Um dos mais importantes jogadores do Vitória, Julian Ramiro Viáfara Mesa, nascido dia 19 de maio de 1978, em Cali (Colômbia), 1m85, 92 kg, confessa estar feliz. E faz a torcida feliz com sua segurança debaixo da trave, defesas impressionantes, e decisivas como nos dois pênaltis que pegou contra ASA e Atlético Mineiro garantindo o avanço do time na Copa do Brasil.
Poucos no Brasil têm conhecimento, mas Viáfara não iniciou a carreira no gol. Primeiro, foi atacante. Não deu certo e virou zagueiro: “Fui para o gol porque era ruim e fazia muito gol contra”, revela. Quando saiu da Escola Boca Júnior para o Independiente Medellin, de Cali, já foi como goleiro e aí começou a carreira que já lhe rendeu passagens pela seleção do seu país.
Filho de Ramiro Viáfara, ex-jogador de futebol do América de Cali, Independiente Santa Fé, Independiente de Medellín e Deportivo Cali, Viáfara defendeu além do Independiente as equipes do Tolima (Colômbia), América de Cali e foi importado pelo Atlético do Paraná em 2007.
Fã do conterrâneo Higuita, que já deixou o futebol, aventura-se a cobrar falta: “Parei agora, não que Carpegiani (o técnico Paulo César) tenha proibido. Estou dando um tempo, mas sou o terceiro jogador na lista dos batedores de pênaltis”. Ano passado, com o treinador Vagner Mancini, o goleiro chegou a cobrar faltas em diversos jogos e algumas delas com perigo.
Viafara lamenta gols perdidos pelo time rubro-negro
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O goleiro Viafara deixou campo abatido após o Vitória sofrer um gol nos acréscimos e perder para o Palmeiras por 2 a 1 neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Segundo ele, o time baiano poderia ter resolvido o jogo se não tivesse perdido algumas oportunidades no ataque.
- Não podemos perder tantos gols contra uma equipe grande. Acho que faltou tranquilidade em alguns lances. Agora temos que trabalhar mais para caprichar nas próximas vezes - comentou o goleiro, em entrevista à Rádio Sociedade.
Viafara teve boa atuação no Palestra Itália, mas não conseguiu impedir o gol de cabeça de Maurício Ramos, aos 46 minutos do segundo tempo.